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"O mundo é um palco" [entries|friends|calendar]
omundoeumpalco

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Onde andam as pessoas de Teatro? [21 Oct 2005|04:04pm]
[ mood | weird ]

Tenho-me perguntado, onde andam as pessoas de Teatro na Zona do Porto?
Não tenho visto ninguém, nem novos, nem velhos, nem bons, nem maus.. Simplesmente "desapareceram"! Será que actores, encenadores, directores, figurinistas, cenógragos, sonoplastas, deixaram de ter contacto uns com os outros? Será o Teatro uma arte fechada ou elitista!? Acho que todas as pessoas ligadas a este meio devem estar cada vez mais juntas e não cada vez mais afastadas (que é o que tem vindo a acontecer ultimamente). Juntos fazemos a diferença, juntos somos capazes, juntos somos melhores...

Miguel Santos

4 # toque

Amor é Amar [21 Oct 2005|03:32pm]
[ mood | creative ]

AMOR É AMAR Há tantas definições de amor quantos os conceitos. Mas, AMOR É AMAR, sempre! Fernando Savater, in Ética para um jovem, escreveu: «não concebo que quem nada ame possa ser feliz». Se o Amor conhece múltiplas formas consoante o «objecto» que o motiva, também a acção de Amar se reveste das mais variadas formas. Se concordamos com Savater, amar é o veículo imprescindível para a felicidade. Independentemente de se tratar do amor de um homem por uma mulher ou do amor de um pai por um filho, ou ainda do amor ao próximo. Se Florbela Espanca escreveu Eu quero amar, amar perdidamente! Amar só por amar: Aqui... além... também do seu estro saíram outros versos, como que negando esta incapacidade de manter a persistência do Amor: Quem disser que se pode amar alguém Durante a vida inteira é porque mente! Coloquemos agora esta questão no plano analítico. Para Balzac, «o amor é a união duma necessidade e dum sentimento». Assim, sentindo em nós a disponibilidade do Amor, estamos a reconhecer a existência de um sentimento bem como a necessidade de o exprimir partilhando afectos. E por isso amamos. E por isso, se diz igualmente que o Amor é cego, ou como tão bem escreveu Goethe: «Quem não considera os defeitos do ser amado como virtude, não ama.» Mas será que o Amor que nos impele a amar é sempre generoso? Cremos que não. Porque ele pode muitas vezes ser um sentimento tão forte que se transforma em irresistível desejo de posse. Estamos então no plano amoroso e extremado dos amantes, naquele estádio em que se ama alguém mas sem podermos aceitar que esse alguém possa distribuir por outrem que não nós as suas afectividades. Dito de outra forma, é como se o Amor percorresse um caminho que conduz inevitavelmente ao encontro de um outro sentimento: o Ciúme. Assim, se nós podemos estar bem ou mesmo ser felizes na forma como amamos (muitas vezes não estamos nem o somos, de facto), é duvidoso que esse nosso sentimento redutor e possesivo com que exigimos a exclusividade do outro, possa dar ao objecto do nosso amor a plena felicidade. Isto, obviamente, contraria o conceito de amor expresso por Gottfried Leibnitz: Amar é encontrar na felicidade de outrem a própria felicidade. Não se nega que possa ser Amor a nossa fome de exclusividade e de posse, mas parece igualmente certo que não buscamos, nesta forma de sentir, a felicidade do outro. Pelo contrário, é como se apenas o nosso sentimento contasse e o outro fosse apenas o veículo para se tornar no objecto idealizado do nosso Amor. Alguns dirão: mas isto não é Amor, é egoísmo. E realmente assim parece, mas somos impelidos a reconhecer que o extremar dos sentimentos no que ao Amor concerne, frequentemente esbate as fronteiras da lucidez e mesmo do bom senso. Foi isso que Camões terá «insinuado» quando definiu que Amor é fogo que arde sem se ver É ferida que dói e não se sente Se Amor é Amar, e se este amar frequentemente impele o ser humano para sentimentos e atitudes menos convenientes ou mesmo de duvidosa racionalidade, então nem sempre o sentimento do Amor resulta num factor de felicidade ou de aprofundamento do ser que busca ser gradualmente mais perfeito. É precisamente o que pensava Platão quando escreveu que «Amor: (é) uma perigosa doença mental.». Quer no sentimento do Amor, quer no acto de Amar, o ser humano necessita de autovigilância e contenção, porque, como bem observou Vladimir Maiakovski «Amar não é aceitar tudo. Aliás: onde tudo é aceito, desconfio que haja falta de amor». E se não se aceita tudo, o Amor corre o risco de extinguir-se. Amar pode e deve ser sobretudo uma forma de mutação nossa e do outro com vista ao alcance da harmonia que permite uma relação de maior empatia e de dádiva recíproca entre seres que se amam e tal desiderato impõe que comecemos desde logo por nos amarmos a nós mesmos e só depois disso estamos em condições de amar o outro. É o que nos recorda Mário Quintana de forma lúcida: «Amar é mudar a alma de casa». Falar sobre o Amor e sobre o acto de Amar é tão difícil que desde os primórdios da humanidade até aos dias de hoje não se cansaram filósofos e poetas de reflectires sobre isto. Todavia, já há 2.500 anos o estóico Séneca concluíra: «O amor não se define; sente-se» Fernando Peixoto

2 # toque

O principio.. [21 Oct 2005|02:31pm]
[ mood | good ]

Eis aqui um espaço de partilha para gente que se interessa por teatro. Todos podemos e devemos partilhar: fotos, reflexões, críticas, notícias de espectáculos, de livros, ou mesmo de actividades teatrais. Queremos também que sirva de local para armazenamento de peças e textos teóricos para downloads (ou, pelo menos, os endereços para se poderem obtê-los).
O Importante é que cada um venha até aqui dar o seu contributo e se sinta inserido numa comunidade identificada pelo amor ao teatro. Colabore, enviando o seu texto ou imagem para fernandopeixoto@sapo.pt ou dropni@gmail.com

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